Otoplastia

orelhaÉ a plástica de orelhas mais comum para correção da conhecida “orelha de abano”. Deve ser feita a partir dos 6 anos de idade, quando as orelhas já terminaram o seu desenvolvimento, e trata inclusive problemas de relacionamento com colegas, devendo por isso ser efetuada sem delongas pelo grande benefício que se obtém.

Pré-operatório

Os pacientes fumantes devem deixar de fumar pelo menos 30 dias antes e 30 dias depois da cirurgia.
Uso de anticoncepcional e terapia de reposição hormonal, se possível, deverão ser suspensos um mês antes da cirurgia, sendo retomado seu uso somente um mês após a cirurgia. Este cuidado deve ser tomado para que se minimize o risco de trombose nas pernas.
Não tomar nos 15 dias que antecedem a cirurgia: AAS, Melhoral, Buferim, Aspirina e antiinflamatórios.
Os pacientes hipertensos não devem interromper o medicamento anti-hipertensivo, salvo sob orientação do seu cardiologista.
Os pacientes diabéticos deverão ser avaliados pelo endocrinologista que orientará a conduta adequada, quanto ao uso da medicação;
Realizar os exames pré-operatórios indicados;
Tirar fotos para estudo e comparação;
Fazer jejum 8 horas antes da cirurgia, inclusive de água;
Antes da cirurgia tomar banho com usando sabonete anti-séptico (Soapex 1%), Iniciar três dias antes da cirurgia;
Outras recomendações serão dadas de acordo com as peculiaridades de cada paciente.

Técnica cirúrgica

A cirurgia dura em média 1 a 2 horas, dependendo de cada caso e das áreas e estruturas totais a serem tratadas. Geralmente modelamos a cartilagem pelo acesso retroauricular (parte de trás) e retiramos excessos quando necessário. Às vezes pode ser necessário o reposicionamento de estruturas, reaproveitamento de outras, etc. O tempo de cirurgia, no entanto, não deve ser confundido com o tempo que o paciente permanece no centro cirúrgico, que inclui uma fase de preparação (marcação para a cirurgia), anestesia, recuperação pós-anestésica, até a alta.

Anestesia

Geralmente a cirurgia é feita sob anestesia local mesmo em crianças, sem nenhum tipo de problema. Se houver necessidade, pode ser associada sedação conferida pelo anestesiologista. Desta forma, o paciente recebe alta no mesmo dia, após a recuperação pós-anestésica.

Internação

A internação recomendada é de 6 a 12 horas.

Pós-operatório

Usar antibióticos e analgésicos conforme orientação por 07 dias, se necessário;
O paciente não deve fazer repouso absoluto em hipótese alguma. O paciente que fica restrito ao leito tem maior risco de complicações como trombose venosa profunda (nas pernas).
A retirada dos pontos se faz com aproximadamente 15 dias de pós-operatório;
Banho pode ser liberado logo após a retirada do curativo, utilizando-se shampoo neutro e deve-se evitar esfregar muito a área dos pontos;

Em alguns casos a paciente deverá usar fita (micropore) sobre a cicatriz por mais ou menos 02 (dois) meses, ou utilizar pomadas cicatrizantes conforme a orientação do médico. Os cuidados com a cicatriz são um trabalho conjunto da paciente e do cirurgião;

O resultado da cirurgia, devido ao edema (inchaço) que se instala, só poderá ser avaliado6 meses após a cirurgia;
Evitar pegar sol enquanto houver manchas roxas (equimoses) no local;
O paciente deverá fazer no mínimo sete retornos após a cirurgia (2, 3 e 4 semanas de pós-operatório; 2, 3 e 6 meses, e com 1 ano);
As consultas de retorno serão feitas no consultório e devem ser marcadas com antecedência.
Realizar fotos pós-operatórias após 06 meses;

Complicações Possíveis

Infecção: proliferação bacteriana no foco cirúrgico com reação inflamatória (calor, vermelhidão, inchaço e dor) e formação de pus no local, acompanhado de febre.
Assimetrias (diferenças de posicionamento das orelhas);
Hematoma: acúmulo de sangue no local da cirurgia com expansão tecidual, podendo ser necessário nova intervenção cirúrgica;
Seroma: acúmulo de líquido (soro ou plasma, parte líquida do sangue) no espaço deixado pelo descolamento do tecido. Ocorre um abaulamento da área.
Necrose da pele: morte do tecido (pele) pela falta de circulação sanguínea;
Deiscência de sutura: abertura dos pontos;
Prurido (coceira) na ferida operatória;
Formação de quelóide na cicatriz. Trata-se de uma complicação que não é possível de ser prevista no pré-operatório, mas é mais comum nas pessoas da raça negra ou amarela. Existem formas de tratamento para este tipo de complicação, mas algumas vezes os resultados são frustros;
Cicatrizes alargadas.
Dores ou dolorimento ao contato na área operada.
Trombose venosa profunda: trata-se da formação de coágulo de sangue nos membros inferiores causando inchaço, vermelhidão e dor na batata da perna. Trata-se de complicação grave que muitas vezes necessita de internação para o seu tratamento, visto que este coagulo pode se soltar indo se alojar nos pulmões, causando outra complicação chamada de tromboembolismo pulmonar (coágulo retido no pulmão).
O conjunto de complicações que podem surgir em qualquer procedimento anestésico-cirúrgico, tanto no trans ou pós-operatório, pode evoluir desfavoravelmente e culminar em óbito.

Recomendações

Comunicar qualquer alteração que possa ocorrer, quanto ao seu estado geral, até a véspera da internação.

Não fazer maquiagem e nem pintar as unhas no dia da internação;
Trazer os exames pré-operatórios no dia da internação;
Um acompanhante deverá ficar junto com o paciente no pós-operatório, durante a internação hospitalar;
Pacientes do sexo feminino poderão usar calcinha durante o procedimento cirúrgico, porém a mesma deverá ser de algodão.
Qualquer dúvida ou problema que surgirem antes ou após a cirurgia entrar em contato com o seu médico (Dr. Humberto Pantoja 9994-2626, consultório 3345-7203).

Observações

A cirurgia plástica é uma cirurgia de modelagem e de detalhes. Em alguns casos pode ser necessário um 2° procedimento ou refinamentos para um resultado final mais apurado. O paciente deverá arcar com os custos hospitalares caso seja necessário uma segunda intervenção, mas estará isento de novos honorários médicos, do cirurgião plástico, arcando apenas com os honorários do anestesista.
Caso ocorra alguma intercorrência durante a cirurgia, e o paciente venha necessitar de internação em UTI, os custos da UTI serão pagos pelo paciente ou pelo seu plano de saúde.

Perguntas Frequentes

P: A CIRURGIA DA ORELHA EM ABANO DEIXA CICATRIZES?

R: A cicatriz desta cirurgia é praticamente invisível, por localizar-se atrás da orelha, no sulco formado por esta e o crâneo. Além do mais, como se trata de região de pele muito fina, a própria cicatriz tende a ficar “quase imperceptivel”, mesmo em algumas técnicas que utilizam pequenas incisões na face anterior .

P: QUAL O TIPO DE ANESTESIA?

R: Crianças: local com sedação ou anestesia geral. Adultos: anestesia local com ou sem sedação (a critério).

P: QUAL O PERÍODO DE INTERNAÇÃO?

R: Meio período a 1 dia, dependendo do tipo de anestesia e idade do(a) paciente.

P: QUANTO TEMPO DEMORA O ATO ClRÚRGICO?

R: Geralmente em torno de 90 a 120 minutos.Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico, pois, esta permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória. Seu médico poderá lhe informar quanto ao tempo total.

P: HÁ PERIGO NESTA OPERAÇÃO?

R: Sim, mas o perigo não é maior ou menor que aquele de se viajar de automóvel, avião ou mesmo o simples atravessar de uma rua. São riscos do quotidiano, os quais estamos acostumados a enfrentar.

P: HÁ DOR NO PÓS-OPERATÓRIO?

R: Certo incômodo poderá ocorrer no pós-operatório. Quando houver esta intercorrência, poderemos combatê-la com analgésicos comuns.

P: COMO É O CURATIVO?

R: Faz -se a proteção da cicatriz com curativos pequenos. Protege-se a orelha (principalmente em crianças), nos primeiros dias, com uma espécie de touca, a fim de evitar traumatismos locais. Em alguns casos, recomenda-se o uso das faixas tipo “ballet”ou “tenis”.

P: QUANDO SÃO RETIRADOS OS PONTOS? HÁ DOR?

R: Em torno do 15o. dia. Não existe dor na retirada.

P: EM QUANTO TEMPO SE ATINGIRÁ O RESULTADO DEFINITIVO?

R: Assim que se retira o curativo já teremos em torno de 80 % do resultado almejado. Após 12 semanas, o resultado será definitivo.

P: NÃO HÁ O RISCO DE “VOLTAR O PROBLEMA DO ABANO” APÓS A CIRURGIA?

R: Desde que devidamente conduzida a cirurgia e os cuidados no pós-operatório, o resultado será definitivo. Convém salientar que uma leve assimetria poderá ocorrer, pois, mesmo as pessoas não operadas e que tenham orelhas normais, não apresentam simetria absoluta.